Edu Pimenta e Marquinhos Chile, nossos homens da equipe de câmera, preparando o foco para o rápido “tchauzinho” de Ingrid para Silvia, no nosso contra da livraria.
Edu Pimenta e Marquinhos Chile, nossos homens da equipe de câmera, preparando o foco para o rápido “tchauzinho” de Ingrid para Silvia, no nosso contra da livraria.
Na nossa última diária, depois de comemorarmos até as 8 da matina, vendo o sol nascer, na véspera, o sucesso até então, filmamos as cenas do quarto de Ingrid, na sede do SINHORES (sindicato dos hoteis, bares e restaurantes de Araraquara), gentimente cedido para o curta.
O Rodrigo me convenceu que mostrar a mãe mais seria interessante, antes, essa decupagem para mim, era algo mãe-fora-de-quadro.
e a preparação para o travelling-in-plongée, com o Dimas, nosso homem-luz e seus incrÃveis leds refazendo a luz do abajur:
Captei, enquanto esperava a “minha hora” de trabalhar (rs) a galera concentrada em seus afazeres dentro da nossa livraria cenográfica.
A Celine fez um monte de fotos entre as trocas de figurino e me mandou por email para fazer parte dessa aventura que está sendo manter o blog. Apesar de estar algus dias atrasado, tenho um material muito rico em mãos e estou atualizando sempre que consigo alguns minutos nas noites dessa desprodução entre Araraquara e São Paulo.
Com vocês, meus leitores/espectadores, as fotos:
Janice enquadrando a Vera, 20 anos depois, em Paris
Tieza Tissi proteje-se do sol para manter a Ingrid branquinha
Simone, nossa maquiadora e pose de musa
Wil, Vera, minha inspiração para Silvia, em um dos vários momentos “salão” do camarim
Yuli, minha figurinista preferida, em um dos poucos momentos relax, entre os takes da Estação Ferroviária de Araraquara, SP
Janice e Tieza na Estação Ferroviária de Araraquara
Monica, esta que nos escreve.
Marcão, nosso maquinista, o homem dos movimentos do filme, sempre com a cara boa, sorriso nos lábios e nos olhos.
Zin, nosso pintor e figurante elegantérrimo nas mãos da Yuli
Giba, num momento butterfly entre um movimento e outro
Branca comandando o video assist enquanto eu confiro o quadro
Juca, o boneco cinquentão da minha mãe, estreando no 35mm
Guile, nosso menino sonoro, sempre leve e sempre sorrindo, já pensando no desenho de som anos 50 do filme
O dia foi longo mas as imagens e decupagem funcionaram bastante. As cenas são um pouco complicadas, e temos um bom material para a montagem.
Enquanto o set estava montado dentro da sede da Rocambole, em São Carlos, a equipe esperava, armada e atenta para as trocas de roupa, configuração do quarto e maquiagem, na grama e debaixo das árvores. O cinema é também estar pronto para filmar, e para esperar.
Os caminhões abertos, o equipamento organizado, o café pronto e parece que rolou até cortes de cabelo para quem entrou na fila.
Aproveito para agradecer a Yuli Feisthauer, minha figurinista preferida, que fez milagre com o dinheiro para a produção dos figurinos, e que figurinos!!
e a Simone, a maquiadora que topou se jogar em Araraquara, em 1955, junto com o Wil.
Uma pequena PAN da direita para a esquerda:
Depois de tanto preparo, os ensaios. (apresentando o Bruno Palazzo como o funcionário da Biblioteca)
Cinema é fantasia, e a decisão certeira de se escolher uma boa equipe e uma boa locação.
10 anos depois, lembre-de desta linda escol no centro de São Carlos para filmar as cenas do final do filme, em que Silvia, 20 anos depois, lê o livro Páginas de Menina, de Ingrid Porto Leite.
Minha saudação à equipe de elétrica, comandada pelo Dimas, e de maquinário, comandada pelo Marcão: andaimes e escadas para o equipamento chegar no lugar certo. Tiago Mal providenciando a infra e fechando o trânsito! e Guile, meu menino do som, atento para os barulhos que não são “de época”.
Páginas de Menina, e dos Meninos também!!
Amanda Oliver e seu assistente Rogério vieram exclusivamente maquiar a nossa Silvia, 20 anos mais velha. Usamos o estúdio do Wil Amaral, nosso cabelereiro para fazer a transformação.
As imagens falam por si. Muita concentração, cada um executando, minuciosamente, o seu trabalho para uma sintonia total e um set cansativo, mas harmônico.