Monica,
Vi seu filme.
Curiosamente não consegui assisti-lo como se tivesse por temática, quer o homossexualismo, que o lesbicianismo (que, sendo palavras diferentes, devem divergir em distintas direções).
Um pequeno ensaio sobre o desejo.
Você pode achar aberrante, mas a composição me pareceu próxima de Balzac, para quem as personangens, em certa medida, corporificavam os afetos, cujas potências moldavam seus corpos. Nunca havia, portanto, rostos; apenas máscaras, cores, textura, etc., que residiam na pele, apenas nela, sem remeter a qualquer interior ou essência.
Dentre os lugares do desejo, então, a pele, tão delicdamente presente no flme.
Quem sabe um dia você não possa fazer outros curtas, com esta mesma natureza: uma espécie de Educação Sentimental, nos moldes de Flaubert.
Beijos, com minha admiração por seu trabalho.
Marcelo Peron Pereira